sábado, 28 de Fevereiro de 2009

SOLIDÃO

Na coberta do NAVIO e apesar da forte OSCILAÇÂO que sa fazia sentir, Maria aproveitou a hora da sesta para, estirada numa das cadeiras que por ali se encontravam para uso e desfruto dos pasageiros, meditar um pouco sobre o seu novo estado civil e, talvez entregar-se um pouco a MORFEU.
Olhava o OCEANO na sua imensa VASTEZA onde, de quando em vez, alguns peixes voadores deixavam-se ver em vôos rasantes sobre a água.
Os afagos do VENTO no seu rosto recordavam-lhe beijos e carícias há tanto tempo sentidas.
A tarde ia, mansamente, perdendo a sua luz para dar lugar a um pôr de Sol, cor de fogo, só possível de observar, naquelas paragens.
Ergueu-se e, com uma leve SACUDIDELA ao cabelo já cor de prata, pegou no seu saco onde um TIGRE bordado a seda, recordava-a os momentos passados na agradável mas tão remota viagem à India.
A sua SITUAÇAO era agora diferente.
Estava só e DENTRO do seu peito a BATIDA do seu coração, onde o amor já não era SOBERANO, marcava o ritmo lento do pesar duma vida solitária.

Como habitual e mensalmente aqui são publicados textos em prosa ou em verso, onde é obrigatória a aplicação de 12 palavras indicadas pelo administrador do respectivo blogue. Esta foi a minha participação do mês de Fevereiro.

imagem da net.Fernand Léger

domingo, 22 de Fevereiro de 2009

CARNAVAL


Carnaval!! Carnaval!!! C A R N A V A L!!!!
Anda o divertimento no ar!

Pessoas que normalmente encontramos no nosso dia-a-dia sisudas, macambúzias, mal sabendo pronunciar um Bom dia com alegria, passam na rua mascaradas, rindo e brincando, cumprimentando toda a gente, com gestos que indicam simpatia.
Com a cara tapada ou mascarrada, mostram uma identidade diferente da habitual.
Talvez seja essa a sua verdadeira maneira de ser: alegre e divertida.
Talvez tenham medo de ser felizes, na sua vivência diária com os seus semelhantes. Talvez pensem que ser sisudo impõe respeito, honorabilidade.

Pessoalmente, não gosto da época do Carnaval.
As pessoas mascaradas sempre me amedrontaram e retraio-me quando se aproximam de mim.
Quando era criança tinha medo de sair à rua, pois, era hábito, os rapazes mascarrarem as raparigas com graxa dos sapatos, atirarem farinha e água, entre outras coisas que para mim não tinham graça nenhuma e só me assustavam.
Actualmente, o barulho das músicas carnavalescas enerva-me, é tudo um espectáculo que me deprime em vez de me divertir.

A origem do Carnaval não está muito bem explicada, sabe-se, no entanto, que é uma festa de origens pagãs que termina em penitência pois, segue-se, para o mundo católico, o período de dor que começa na quarta-feira de cinzas, início da Páscoa.

segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

OBSTÁCULOS


“Obstáculos são aquelas coisas tenebrosas que vemos quando desviamos os olhos dos nossos objectivos"


Este é um pensamento de Henry Ford e com o qual concordo inteiramente.


É óptimo para começar a semana.

domingo, 8 de Fevereiro de 2009

PENSAMENTO E SELO

"O SILENCIO É UM AMIGO QUE NUNCA TRAI"
Confúcio



Recebi há já algum tempo, este selo da Ana Oliveira.

Tenho, agora, a oportunidade de o postar e dedicá-lo a todos os amigos que, por acaso, andem por aí.

Não há regras a cumprir a não ser dizer de onde ele provém e escrever uma frase ou um pensamento especial.

Com amizade, vo-lo dedico.

segunda-feira, 2 de Fevereiro de 2009

À LUZ DO PETRÓLEO

Sentada no meu lugar de eleição, lia Saramago.
A noite caminhava vagarosamente, rumo à madrugada. A lenha colocada na lareira era lambida por grandes e quentes línguas amarelo-laranja que a consumiam e transformavam em pó cor de chumbo mas onde, aqui e ali, uma pequena brasa ainda viva brilhava como olhos de gato no escuro.
A minha vista já cansada da leitura, ficava por vezes presa àquela dança das labaredas. De repente, tudo ficou nas trevas. O fogo que ainda crepitava era, naquele momento, a única iluminação na sala.

Sempre que a chuva cai com mais intensidade ou a humidade invade até os recantos mais secos da nossa existência, a luz eléctrica falta aqui, em nossas casas.

Completamente às escuras, só com a iluminação proporcionada pelo aconchego da lenha a arder, fiquei quieta gozando o prazer do escuro.

Lembrei-me, então, do viver das gentes anteriores à minha geração em que a iluminação provinha dos candeeiros a petróleo de que ainda conservo alguns exemplares.
À luz dessa luz, se bordaram lençóis, toalhas de mesa, toalhas de altar, teceram-se rendas, confeccionaram-se enxovais. Com essa luz, ouvi fábulas e contos de encantar onde a magia das fadas me fazia sonhar com os príncipes encantados sempre prontos a salvar as suas princesas sendo eu, uma delas, claro.

Com os candeeiros a petróleo nunca faltava a luz para os serões.

Hoje, era de tantas invenções, em que posso ler um livro tal como escrevo este texto, isto é, sem papel, utilisando só a magia dos meus dedos acariciando as teclas letradas do teclado deste instrumento que me dá a possibilidade de comunicar com o mundo inteiro, de repente falta electricidade e fico às escuras.
Não consigo ler nem escrever e vejo-me obrigada a socorrer-me do velhinho candeeiro a petróleo que já se encontrava arrumado na despensa das antiguidades, revivendo, assim, o antigamente dos meus avós.