Coberta pelo manto preto da tristeza, tu apareces.No princípio, apareces-nos vacilante, com o rosto coberto de branco, vagarosamente aproximas-te nos teus transparentes trajes negros.
A transparência só nos revela escuridão pois, a pobreza não tem rosto. È só corpo e mãos que nos agarram e apertam, primeiramente com subtileza, quase como um aconchego. Muitas vezes, nem damos pelo teu terrífico enlace que pouco a pouco se vai apertando até não pudermos escapar ao amplexo fatal.
Somos, então, atirados para a valeta duma vida vazia, sem que tenhamos já força para sacudir o pó dos andrajos da pobreza, acabando por aí, sucumbir.
Que és tu que abraças quem te não quer, que arrastas pela lama quem pousou no ramo mais alto da árvore mais alta e observava o mundo a seus pés?
Que és tu, pobreza, que transformas em monstros, vidas que nasceram inocentes e puras?
Porque continuas a avançar tomando para ti tantos milhões de pessoas? Até 2015 está previsto que te pertençam 420 milhões pois actualmente já contas no teu activo cerca de 307 milhões.
PÁRA!!
Não continues o teu percurso silencioso e corrosivo, ora invisível, ora ostensivo.
Peço-te, não continues o teu reinado. É tempo de abdicares a favor dos três Ps: PÃO, PAZ, PROSPERIDADE.
Diversas fotos sobre este tema poderão ser vistas no PPP.


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