sábado, 30 de maio de 2009

Uma simples caixa



Nuns dias, o tempo escorre lentamente, noutros rápido demais, mas ele será eterno se, registarmos os nossos pensamentos, alegrias, desilusões.


Actualmente, temos o computador, a "pen", os Cds e outros meios onde podemos guardar as informações que queremos passar para o futuro.



As gerações vindouras saberão, assim, como pensávamos e vivíamos, mas quem, gente da minha geração, não se recorda da sua primeira caneta de tinta permanente? Ela é, ainda hoje, um objecto presente na minha mesa de trabalho.



Embora já um pouco em desuso, nada melhor do que guardar essas nossas recordações, numa caixa própria e decorada adequadamente.



Caixa de madeira branca decorada
em "découpage" por Benó.

sábado, 23 de maio de 2009

ABANDONO


Barcos no estaleiro em total abandono; botes nas margens apodrecendo, abandonados como coisa que já não presta a não ser para os ratos construirem os seus ninhos e daí partirem roendo e comendo tanto desperdício no cais.


Teias de aranha a servirem de cortinados nas janelas que ainda são atraentes mas, que se encontram, também elas, esquecidas e abandonadas.
Flor abandonada no chão, símbolo, talvez, de amores acabados; um bichano mostrando o ventre no seu abandono total para uma carícia….

Os montes, outrora lares das gentes do campo que tinham tudo o que precisavam para o seu sustento e dos seus mesmo ali ao pé da porta: a horta, a seara, o pocilgo, o galinheiro, o palheiro e o ….mar.


Bastava dizer: “Mulher, põe as batatas ao lume que vou apanhar um peixe para o almoço”. Uma cavala, um sargo, umas liças ou umas bogas, alimento que o mar dava como complemento para o sustento das famílias que nos montes viviam isoladas.

Hoje, são lares abandonados em ruínas que eu olho com tristeza, mas que a natureza, sempre pródiga nas suas ofertas, continua a embelezar com o desabrochar de flores em multicoloridos como que a fazer-nos esquecer que as crianças já ali não correm pelos campos floridos nem os namorados se encontram para troca de beijos e promessas de amor eterno. Tudo isto hoje, também, abandonado.

A palavra ABANDONO foi o mote para que 35 olhares nos dessem a sua visão sobre ela e no-la apresentassem no PPP.
Clique aqui e depois, com calma e ABANDONO de tempo, visite cada um dos bloguistas participantes.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

A Leveza duma mensagem



"Hoje, de manhã acordaste e, suavemente, como a leveza duma borboleta, pousaste os teus lábios no meu rosto para me despertares...."

Assim começa um conto escrito em tempos....

Mas a palavra LEVEZA, no PPP desta semana, proporcionou aos participantes deste passatempo a possibilidade de mostrarem, cada um à sua maneira, a sua sensibilidade

Assim, desde Agrades a Zé-Viajante, todos eles nos oferecem a sua visão que, embora antagónica aos olhos de terceiros, tem certamente para si, o significado pretendido.

Vão até lá e comentem.
Estas, também, são as LEVEZAS sentidas por mim:


A Leveza do meu neto a saltar.


A Leveza duma valsa no movimento gracioso deste par de bonecos.


A Leveza graciosa dum bando de pássaros.




































segunda-feira, 4 de maio de 2009

História


Vários foram os temas que idealizei para ilustar a palavra HISTÓRIA, do PPP desta semana.



História de Portugal?




História da Arte?




História dos Descobrimentos?




Optei por fazer esta composição numa abordagem muito simplista.


"Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde. Em roda da casa havia um jardim de areia onde creciam lírios brancos e uma planta que dava flores brancas, amarelas e roxas. ...."



Assim começa a história da menina do mar, da Sophia de Mello Breyner Andresen, que não me canso de ler aos meus ouvintes de fim-de-semana. Muitas vezes o João-Pestana chega antes de eu chegar às gargalhadas do polvo, do caranguejo, do peixe e da menina. Mas no dia seguinte, a história continuará....
Era uma vez.....




sábado, 2 de maio de 2009

Maternidade


Maternidade
de Almada Negreiros


Todos sofremos
O mesmo ferro oculto
Nos rasga e nos estilhaça a carne exposta.
O mesmo sal nos queima os olhos vivos.
Em todos dorme
A humanidade que nos foi imposta.
Onde nos encontramos, divergimos.
É por sermos iguais que nos esquecemos
Que foi do mesmo sangue,
Que foi do mesmo ventre que surgimos.

Ary dos Santos


Para todos os filhos a quem as mães dedicam todos os dias, de mim, que sou sempre mãe sem necessidade de dias especiais.