
O pastoreio é a minha forma predilecta de descontrair.
A manhã esplendorosa chama-me e os chocalhos das minhas ovelhas com aquela sua música tão "sui generis", igualmente.
Sacio o estômago com um pouco de leite acabado de ordenhar, pego no meu livro em branco e eis que vou caminhando pelos montes entoando cantilenas aprendidas na minha doce infância.
È tão fácil ser feliz! Respirar o ar fresco da liberdade. Mastigar tranquilidade!
Caminhar sem peias nem algemas, pensar em sossego.
Sentei-me na terra fresca e uma pedra que a mãe natureza ali colocou para esse efeito serviu-me de encosto. Segurei no lápis que já afiara prèviamente com o meu canivete, ferramenta que me ajuda a resolver os problemas que no campo se me deparam e que tenho de solucionar longe de facas, tesouras e outros instrumentos úteis na vivência do dia a dia.
Aos poucos, o branco imaculado do papel vai ficando sujo com os meus rabiscos e desenhos e palavras vão-se juntando numa simbiose perfeita de entendimento.
Esqueço o tempo e o rebanho. Escrevo e estou bem comigo pròpria.
O Sol já começa a aquecer e o chapéu que me cobre a cabeça não evita que fique encandeada pela sua luz matinal mas continuo sentindo o pulsar da vida e por isso escrevo e desenho.
Como eu gosto de estar no campo!
Sou feliz!!

