sexta-feira, 30 de Outubro de 2009

Encaixe

Esta foi a palavra escolhida esta semana para o Fotodicionário.

Várias foram, como habitualmente, as maneiras de ver e de sentir para este vocábulo.

Não colaborei neste encaixe semanal mas, não quero deixar de apresentar algumas das minhas imagens que, a meu ver, demonstram bem os encaixes necessários para as coisas simples do quotidiano.

Para que a união na familia seja perfeita, é necessário um encaixe à justa entre todos os elementos e, se por acaso, houver arestas ou folgas, terão que ser feitos alguns realinhamentos.

Duas mãos que se entrelaçam num encaixe perfeito transmitem força neste braço-de-ferro.



Uns pézinhos bem encaixados nas confortáveis socas.

Dois carrinhos de choque num encaixe amigável.


Os encaixes necessários para a roda efectuar a sua função: rodar.

As armas no seu encaixe de descanso



Estes são alguns dos encaixes que não foram encaixados.

domingo, 25 de Outubro de 2009

Ofertas



O tempo passa a correr, todos nós temos noção disso.

No meu tempo de garota, ainda recordo que, os meses eram muito compridos e o dia de Natal demorava sempre imenso a chegar.

Agora tudo é rápido, tudo passa a correr e não temos tempo para fazer o tudo que desejaríamos.

O Atelier tem uma amiga, mãos de fada, que já começou a confeccionar as prendas para o Menino Jesus pôr no sapatinho na próxima quadra festiva. Por me parecerem bastante amorosos aqui vo-los apresento.

Não gostariam de ser criança para ter uns sapatinhos iguais? Ela fá-los em diversas cores e diversos tamanhos.



Não cabem nos sapatinhos
os brinquedos, oh Jesus
são pequenos os pézinhos
mas deixa bolas, carrinhos,
tudo que é lindo e reluz



Talvez a minha geração, ao ler esta quadra ainda se lembre do poema completo que se encontrava num dos livros da instrução primária. Creio que é de Augusto Gil.

Estou certa de que o Menino Jesus não ficou zangado por ser substituído pelo Pai Natal e sei também, que as crianças ainda continuam a gostar de receber bolas e carrinhos entre as outras novidades deste século.



































sexta-feira, 23 de Outubro de 2009

RECORDANDO II



Ainda do "22 Olhares sobre 12 Palavras" e, porque nunca é demais lembrar aqueles que contribuiram para que este livro fosse uma realidade, transcrevo um texto da TMara, inserido na pág. 108.

Desde criança que esta teia, de vozes e pensamentos alheios, sofrimentos e penas sentidas por qualquer pessoa me recobre e esmaga apesar de toda a obstrução, sempre em vão tentada, mostrando-me com toda a clareza a vulnerabilidade dos seres que comigo habitam o planeta, bem como a minha por nuncca conseguir afastar aquela tapeçaria de retorcidas silhuetas vivas - murmurantes, sibilantes nascentes de ruídos inimagináveis para qualquer outra pessoa - desde as mais humildes as mais exponentes figuras da sociedade.

Lembra um imenso, esmagador e sempre crescente quadro de Bosch onde o demo parece ser o conselheiro preferencial da humanidade...

Desde criança que espero a manhã. A aurora em que um límpido e puro orvalho consiga o aniquilamento, a morte, de todas as dores que nos submergem.



Conceição Paulino (TMara) foi a preciosa ligação entre a editora, o Eremita e nós.
Para ela, também, o meu público agradecimento.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Artistas Algarvios


A cidade de Faro, está mais enriquecida, culturalmente, por uns dias.
A Associação Algarvia de Pintores em Porcelana convidou os pintores em porcelana a mostrarem as suas possibilidades como artistas e, assim, no Hotel Eva, na Sala Ria Formosa de onde se assiste a um por de sol espectacular, estão expostos, lindos trabalhos executados em várias técnicas desde a clássica à mais moderna.

Quem se interessa por esta vertente cultural não deixe de ir apreciar as obras, na sua maioria executadas por mãos femininas, que nos encantam e nos deixam perplexas pela minuciosidade dos pormenores que só mãos de mulher seriam capazes de traçar.

Esperamos a vosssa visita.

segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

A minha horta

A terra abre-se em sulcos fundos aguardando a chuva que tarda.

As hortas nuas sem a vestimenta dos viçosos legumes transmitem-nos a tristeza da seca e os poços só nos dão o eco dos nossos gritos
Há altas temperaturas no ar..




Com papel, tesoura e cola criei a minha horta neste prato.

quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

RECORDANDO


Em Novembro do ano passado foi lançado este livro.
Lembram-se?
A sua apresentação foi no Porto, no Palacete Balsemão, no dia 22, pelas 16h. e em Lisboa,na Livraria Barata, em Dezembro, no dia 5.

Recordo, com alegria, a tarde no Porto, as pessoas que conheci, os abraços que dei e recebi, a satisfação de ter contribuído para a feitura duma obra escrita da qual me orgulho.

Sinto que o grande mentor deste projecto - O Eremita - tenha partido para longes terras e tenha deixado de visitar esta blogoesfera.
No entanto, quero aqui prestar-lhe uma pequena homenagem pois, sem ele, o "22 OLHARES SOBRE 12 PALAVRAS"não teria nascido.

Trancrevo um texto seu publicado na pág.122 desta obra.
Loucura da dor
Dei por mim, sem método que me valesse, num demenciado processo de loucura.
A atascar-me em lodo. A vasculhar delirantes memórias.
Em sobressalto busquei as raízes de mim. Origem e âncora de sanidade.
Respirei fundo. Deixei o oxigénio revivivcar o corpo e este emergir do lôdoso pântano da insanidade.

Tranquilo.

Com a serenidade da água na nascente.

Pousei os cotovelos sobre a mesa. Repousei a cabeça entre as mãos e na brancura da cal vi tua etérea figura mover-se ondulante na luminoisa rosácea que a luz projectava na branca parede.

sábado, 3 de Outubro de 2009

Olá Outono


É Outono.
Setembro partiu alegre e cheio de luz; levou com ele o Verão, as nortadas frescas ao fim da tarde, o sol abrasador e tórrido, as esplanadas regorgitando de gente.
Ficaram amizades de praia, o livro que não se conseguiu ler até ao fim; ficou por fazer aquela visita especial.
Ficou a saudade.
Até para o ano!

As folhas já executam lindos e coloridos bailados ao som das brisas outonais.
A chuva não tarda e, então, poderemos assistir ao espectáculo da renovação da vida, ao ver brotar da terrra seca e corada pelo Sol, as mimosas flores silvestres e a erva fresca e viçosa.