Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

O nosso Infante

Para assinalar a colocação da estátua do nosso infante, no jardim de todos nós, aqui em Sagres, conforme já publicitei no Jardim d'abrolhos, peguei na tesoura, num prato de vidro, pincel e tinta e eis a obra.

Assim, homenageei, eu também, esta figura evocada por poetas e historiadores, cheia de protagonismo no sec.XV e que tem perdurado pelos séculos fora, como símbolo da vontade e do querer das gentes lusas.

Sábado, 4 de Julho de 2009

Mundo Louco


A hipótese tem sido colocada várias vezes.

Quais as vantagens de estar algum tempo, numa ilha deserta, SÓ!!!!!!

O que levaria comigo?

O desejo de me isolar, de estar só e meditar.

A partir daqui, poria em prática a minha imaginação para sobreviver.


-Não teria que aturar gente chata.

-Não ouviria gritos nem berrarias

-Dormiria quando tivesse sono, fosse noite ou fosse dia, sem obrigação de horários.

-Aproveitaria para pôr em prática uma dieta rigorosa para perder alguns quilos que estão a mais em locais onde não devem (certamente haveria fruta na ilha)

-Não me debateria com o problema de não ter nada para vestir: folhas não faltariam para me cobrirem. E, à noite......

-Poderia estar a olhar para as estrelas todo o tempo que me apetecesse sem que estivessem sempre a chamar-me.
E, no fim do meu isolamento nessa tal ilha, nasceria, talvez.uma vontade louca de lá continuar.
Não ouviria falar em guerras nem em pessoas que morrem à fome, não saberia de crianças raptadas, maltratadas, usadas; mulheres violadas, violentadas, espezinhadas pelos seus semelhantes; não saberia de aviões que caiem, sem se saber porquê, roubando a vida a filhos, pais, amigos de gente que ficará destroçada infinitamente nem teria conhecimento de gente que por pôr o pé no chão errado, fica estropiado ou mesmo sem vida.

Mas não! Não quero viver numa ilha isolada.

Quero sim, viver neste mundo louco e puder dar o meu contibuto para que ele seja um pouquinho menos louco, em cada dia que passa.
imagem da net

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

De(Balde)




Pratos e Caixas é o link deste meu Atelier.


Algunds pratos e algumas caixas já aqui foram mostrados dando seguimento ao que me levou a fazer este blogue, mas hoje é altura de dar a honra a outro artigo que aqui decorei:


Um simples balde de zinco, pintado e enriquecido com motivos de Sagres, e que fez os encantos de um turista que o comprou de imediato.


Homenagem ao balde que, possivelmente, serve de suporte a algum vaso de flores silvestres ou talvez não.

Sábado, 20 de Junho de 2009

INTERVALO


A assistência atenta e colaborante encheu a sala.


O Centro de Estudos de Lagos - Universidade Sénior - terminou o seu ano lectivo e houve um até para Outubro, com momentos de agradável convivio entre alunos/as e professores/as.

A Natália Rio interpretou Irene Lisboa.

A Aliete, a menina que lia Maria Amalia Vaz de Carvalho

E aqui se encontravam Costa Cabral, Ana de Castro Osorio, Rodrigo da Fonseca, Passos Manuel, Maria Amalia Vaz de Carvalho , Irene Lisboa ladeando a rainha D.Maria II.

Assim, foi prestada uma simples homenagem a alguns pedagogos/as portugueses/as que se souberam afirmar no seu tempo com reformas importantes no ensino.

Destaque especial para as mulheres, pois é sempre dificil, ainda hoje assim é, vencer numa sociedade de conceitos machistas.

A Cecília Soares fez a leitura de um pequeno texto sobre a vida e obra dos homenageados, que acompanhou com slides .
O dr.Martins, director do C.E.L., acompanhou sempre atento todo o espectáculo.


Para finalizar, houve a actuação do coro que a todos encantou com o poder das suas vozes maduras. A Maria do Rosário fez a apresentação.

Um grupo mais jovem acompanhou com os seus instrumentos os trinados do grupo menos jovem.

É sempre agradável verificar como esta juventude de outrora está perfeitamente integrada nos momentos actuais de aprendizagem mantendo o seu espirito aberto e moldável a novos conhecimentos.
A nossa mente não se cansa de saber.
"Não sei que diga
e a quem o dizer?
Não sei que pense.
Nada jamais soube."
Irene Lisboa
Jeito de escrever.



Quarta-feira, 17 de Junho de 2009

VIEIRA CALADO

















PAISAGEM

Percorro esta paisagem com os olhos
e vejo grandes árvores perfiladas contra o vento,
mas o vento é a luz que esvanece nos meus olhos
as árvores que não vejo como vejo ou imagino.

Nos meus olhos há outras árvores
ervas que se erguem para ser árvores
no seio interior da paisagem,
esta paisagem que eu percorro com os olhos.

É um caminho liberto a esvoaçar em bandos de aves
que vêm de longe, donde o vento sopra
o ânimo dum milagre feito mágica
de azuis e verdes no cinzento da minha terra.


Do "Itinerário"

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

CRIANÇAS


óleo de Portinari / imagem da net
Dentro de cada um de nós, vive ainda uma criança.

Que o gargalhar, a vontade de brincar e o amor constante pela vida acompanhe as "crianças" que ainda somos.

foto da Pat
Não está em mim falar da miséria, da fome, do abandono, dos crimes, do pavor e incertezas pelo amanhã; das crianças que não o chegam a ser; das que são obrigadas a não viver para sobreviver. A essas eu peço, se é que se pode pedir alguma coisa a quem nada tem, mas como dizia, a essas eu peço: não desistam da vida, são vocês, CRIANÇAS, que fazem o mundo girar.

Não só hoje mas que TODOS OS DIAS SEJAM O DIA DE CRIANÇA.

Para todas o meu obrigada por existirem.


Sábado, 30 de Maio de 2009

Uma simples caixa



Nuns dias, o tempo escorre lentamente, noutros rápido demais, mas ele será eterno se, registarmos os nossos pensamentos, alegrias, desilusões.


Actualmente, temos o computador, a "pen", os Cds e outros meios onde podemos guardar as informações que queremos passar para o futuro.



As gerações vindouras saberão, assim, como pensávamos e vivíamos, mas quem, gente da minha geração, não se recorda da sua primeira caneta de tinta permanente? Ela é, ainda hoje, um objecto presente na minha mesa de trabalho.



Embora já um pouco em desuso, nada melhor do que guardar essas nossas recordações, numa caixa própria e decorada adequadamente.



Caixa de madeira branca decorada
em "découpage" por Benó.