
Jovens, belas, conversadoras, todas tinham uma discreta elegância realçada pelos trajes ligeiros que vestiam naquela tarde amena de Julho.
O grupo era pequeno e assim, as conversas seriam mais fáceis entre elas, evitando a formação das “ ilhas” que habitualmente se formam de 3 ou 4 elementos convivendo entre si e esquecendo os outros, também convidados para o momento.
Todas se conheciam e, por isso, as apresentações foram dispensadas. Depois dos beijinhos e saudações do costume: “olá como estás, …há tanto tempo que não te via”, “estás elegante!!”….etc., etc. começaram a se espreguiçar pelos “puffs” aleatòriamente colocados no espaço destinado à conversa.
O leitor de Cd’s deixava ouvir Leonard Cohen, como acompanhamento musical ao suave cavaqueio previsto para aquela tarde amena de Julho e, os salgadinhos e docinhos confeccionados pelas mãos habilidosas e bem cuidadas de todas elas, estavam, tentadora e pecaminosamente colocados nos lindos pratos de porcelana pintados à mão, prontos para serem deglutidos pelas bocas gulosas e bem pintadas do pequeno grupo.
O grupo era pequeno e assim, as conversas seriam mais fáceis entre elas, evitando a formação das “ ilhas” que habitualmente se formam de 3 ou 4 elementos convivendo entre si e esquecendo os outros, também convidados para o momento.
Todas se conheciam e, por isso, as apresentações foram dispensadas. Depois dos beijinhos e saudações do costume: “olá como estás, …há tanto tempo que não te via”, “estás elegante!!”….etc., etc. começaram a se espreguiçar pelos “puffs” aleatòriamente colocados no espaço destinado à conversa.
O leitor de Cd’s deixava ouvir Leonard Cohen, como acompanhamento musical ao suave cavaqueio previsto para aquela tarde amena de Julho e, os salgadinhos e docinhos confeccionados pelas mãos habilidosas e bem cuidadas de todas elas, estavam, tentadora e pecaminosamente colocados nos lindos pratos de porcelana pintados à mão, prontos para serem deglutidos pelas bocas gulosas e bem pintadas do pequeno grupo.
A finalidade do "meeting" era conversar sobre banalidades e ouvir música.
A conversa nasceu e alguém mencionou que estava a ler “O meu nome é Legião” e daí veio a discussão sobre o prémio atribuído ao seu autor.
Foi merecido? Não foi merecido?
Pode um escritor, que escreve daquela maneira, ser premiado com o galardão máximo da nossa literatura destinado a premiar os autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa?
Bem, não era sobre isto que se queria falar, mas sim, sobre coisas sem importância, banalidades.
Das presentes, estava uma candidata à adopção de uma criança e assim, não se podia deixar de falar sobre o caso actual da pequena Esmeralda disputada por dois interesses: um sanguíneo e outro afectivo.
Deverá a menina ficar com o pai biológico ou com o casal que olha por ela e sempre a protegeu?
A piscina convidava a umas braçadas e a um mergulho refrescante.
Já repararam quantas crianças morrem em piscinas e, muitas vezes, com os familiares por perto? Alguém citou.
Mais uma vez as coisas sérias foram lembradas.
Por fim, a poesia apresentou-se dita com sensibilidade suficiente para nos fazer sonhar e meditar e assim deixar o espírito liberto das preocupações familiares e sociais. Não iríamos discutir poesia mas, simplesmente ouvi-la e saboreá-la.
A tarde escorria lentamente entre risos, refrescos e docinhos.
A conversa nasceu e alguém mencionou que estava a ler “O meu nome é Legião” e daí veio a discussão sobre o prémio atribuído ao seu autor.
Foi merecido? Não foi merecido?
Pode um escritor, que escreve daquela maneira, ser premiado com o galardão máximo da nossa literatura destinado a premiar os autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa?
Bem, não era sobre isto que se queria falar, mas sim, sobre coisas sem importância, banalidades.
Das presentes, estava uma candidata à adopção de uma criança e assim, não se podia deixar de falar sobre o caso actual da pequena Esmeralda disputada por dois interesses: um sanguíneo e outro afectivo.
Deverá a menina ficar com o pai biológico ou com o casal que olha por ela e sempre a protegeu?
A piscina convidava a umas braçadas e a um mergulho refrescante.
Já repararam quantas crianças morrem em piscinas e, muitas vezes, com os familiares por perto? Alguém citou.
Mais uma vez as coisas sérias foram lembradas.
Por fim, a poesia apresentou-se dita com sensibilidade suficiente para nos fazer sonhar e meditar e assim deixar o espírito liberto das preocupações familiares e sociais. Não iríamos discutir poesia mas, simplesmente ouvi-la e saboreá-la.
A tarde escorria lentamente entre risos, refrescos e docinhos.
O objectivo tinha sido conseguido. Não se falou de coisas importantes mas ficou no ar a interrogação:
Haverá realmente coisas sem importância?
"Imagem retirada da net"