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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Aconteceu, aqui.


A sala ainda se encontrava vazia, naquela hora em que não é de manhã mas, também, ainda não é de tarde.
As mesas esperavam os comensais para a refeição do almoço.
O sol, a medo, entrava pelas janelas abertas e brincava com alguma distração com os talheres, junto aos pratos, ao mesmo tempo que coloria as aguarelas duma artista local, expostas, aleatòriamente, pelas paredes.
As nossas bocas entretinham-se abrindo e fechando numa morna tagarelice enquanto não chegava algo para mastigar.
Repentinamente, a frase do dia e que me saudara ao acordar, através duma destas atuais tecnologias, ouvi-a, ali mesmo, na minha frente, sem eu esperar, pronunciada a três vozes. Os meus olhos abriram-se de espanto, um oceano encheu-os e transbordou das margens; a boca abriu e assim ficou, mas os lábios logo se afundaram em beijos, nas faces do trio que acabar de chegar, enquanto os meus braços os apertavam fortemente, para o coração não saltar do peito.
O sol deixou de brincar e corou; a sala cresceu, ilminou-se e encheu-se com os acordes dos vossos sorrisos. O meu espanto deu lugar ao momento mais feliz daquele dia.
Era o dia do meu aniversário e a minha princesa e os seus infantes quiseram surpreender-me .

domingo, 5 de junho de 2011

Arabescos

Os netos do meio, Pedro, 9 anos e Rui, 6 anos, ofereceram estas lindas telas aos avós. Esta aranha preta, feita com a pincelada do Rui, está a atacar outro inseto.




Estes azuis, a minha cor preferida, pela pincelada do Pedro, representam arabescos.

Obrigada, Pedro e Rui.

Os avós teem sempre um colo doce e fofinho para os netos.








segunda-feira, 3 de março de 2008

PRATOS E CAIXAS







Nao precisamos ser profissionais disto ou daquilo para dar a conhecer os trabalhos que fizermos.
Há uma altura no tempo, em que nos apetece trazer para a luz do dia, certas obras que tínhamos guardadas na gaveta e, que merecem no nosso entender, ser mostradas: talvez por simplesmente gostarmos delas, talvez por razões sentimentais ao nos recordarem algum passado agradável ou, simplesmente porque queremos que sejam apreciadas por terceiros ( aqui fala a vaidade).
É o caso desta caixinha que aqui está fotografada e que serve para justificar parte do nome deste cantinho.




Pratos e caixas que são pintados, recuperados e embelezados com tinta, papel e cola.




Esta foi feita já há algum tempo e recordo que, com a tesoura na mão pronta para atacar o papel cortei, recortei, pus e compus, depois com pincel e tinta, cola e verniz ficou assim a minha caixinha: num lindo e original guarda-jóias ou guarda outra coisa qualquer que se queira lá pôr.




Acho que ficou muito bonita e por isso a mostro com gosto esperando que a apreciem. Ela serve actualmente para guardar os caracois dos meus netos lembrando o seu primeiro corte de cabelo.




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