
Certamente,todos nós nos lembramos, daquela figura mitológica imponente e monstruosa criada pelo nosso Luís de Camões n’Os Lusiadas, canto V, que tanto amedrontava os nossos marinheiros pela sua ousadia na navegação - O GIGANTE ADAMASTOR.
Hoje lembrei-me de um poema de um outro nosso poeta – Afonso Lopes Vieira – este contemporâneo, do século passado, que também nos dá uma visão mais simples, direi mesmo, mais infantil, sobre esta figura:
Lá quase no fim da Terra,
Além do mar mais distante,
Vive um medonho gigante,
Que aos marinheiros faz guerra.
Num grande cabo, onde o mar
Rebenta e ruge raivoso,
O gigante temeroso
Está sempre alerta, a espreitar.
Oh que espantosa figura,
Que, só de olhá-la, se morre!
É mais alto que uma torre
Que seja de grande altura.
Tem crespos e espalhados
As barbas e os cabelos;
Os olhos são encovados,
Os dentes são amarelos.
A sua voz é um trovão,
É um estrondo longo e fundo!
Tudo à volta é escuridão,
E o mar ondula profundo.
Se algum navio passar,
O Gigante, num momento,
Levanta as ondas e o vento,
Mete-o no fundo do mar!
Navios, fugi da guerra
Do Gigante com furor.
E onde está? – No fim da Terra.
E o seu nome? – Adamastor!
Sobre este tema mas pondo, como figura principal e em primeiro plano, uma ninfa protectora resolvi pintar este painel de azulejos que mandei colocar num recanto do pátio interior da minha casa.
Hoje lembrei-me de um poema de um outro nosso poeta – Afonso Lopes Vieira – este contemporâneo, do século passado, que também nos dá uma visão mais simples, direi mesmo, mais infantil, sobre esta figura:
Lá quase no fim da Terra,
Além do mar mais distante,
Vive um medonho gigante,
Que aos marinheiros faz guerra.
Num grande cabo, onde o mar
Rebenta e ruge raivoso,
O gigante temeroso
Está sempre alerta, a espreitar.
Oh que espantosa figura,
Que, só de olhá-la, se morre!
É mais alto que uma torre
Que seja de grande altura.
Tem crespos e espalhados
As barbas e os cabelos;
Os olhos são encovados,
Os dentes são amarelos.
A sua voz é um trovão,
É um estrondo longo e fundo!
Tudo à volta é escuridão,
E o mar ondula profundo.
Se algum navio passar,
O Gigante, num momento,
Levanta as ondas e o vento,
Mete-o no fundo do mar!
Navios, fugi da guerra
Do Gigante com furor.
E onde está? – No fim da Terra.
E o seu nome? – Adamastor!
Sobre este tema mas pondo, como figura principal e em primeiro plano, uma ninfa protectora resolvi pintar este painel de azulejos que mandei colocar num recanto do pátio interior da minha casa.
