sábado, 28 de junho de 2008

A Queda no Charco






Como eu adoro andar de bicicleta!
Normalmente, faço percursos por caminhos não muito habituais aos ciclistas mas, como conheço bem a zona, não me é difícil orientar-me e agora, desde que tenho o meu “GPS”, nunca me perco e passeio-me sem o SOBRESSALTO de quem anda a caminhar no desconhecido
Não posso dizer que a minha bicicleta seja do modelo mais recente mas, em cima dela, com o meu capacete, joelheiras, protecção para os braços, luvas, mochila às costas e garrafa de ÁGUA , eis-me pronta para a LOUCURA que consistia em percorrer 10kms em 10 m..
Em vez de me dirigir para norte, como habitualmente, iria para noroeste, por onde os trilhos não eram tão pedregosos, mas desta vez não podia parar para me deitar um pouco e descansar junto às RAIZES daquele velho carvalho e ver o sol através dos sua folhas recordando-me a ROSACEA da igreja da minha aldeia O melhor METODO seria pedalar, pedalar sempre, mesmo nas descidas mais acentuadas, embora isso exigisse do meu CORPO um certo sacrifício.

Pedala, pedala, faço curva e contra-curva e, de repente, fico branca como a CAL da parede: ao efectuar uma curva em forma de COTOVELO, que não me permitiu ver o que estava a seguir, deparo com uma enorme poça de lama e zás, catrapás, eis-me estatelada naquele LODO de águas paradas, esverdeadas e, de onde, logo começaram a EMERGIR dezenas de vermes que me provocavam uma coceira irritante.
E... azar dos azares! Como iria agora regressar a casa, toda suja e mal cheirosa? Por mais que me pusesse a VASCULHAR na minha imaginação não encontrei outra solução, senão tirar a roupa de cima e vir para casa em roupa interior que pelo menos ainda conseguia manter um pouco do cheirinho do gel do duche matinal.
Claro que não consegui levar a bom termo a aventura dos 10kms. em 10m., mas, na próxima semana, tentarei novamente a ousadia e, irei prevenida com o suplemento de uma muda de roupa lavada, não vá o diabo tecê-las .

Esta foi a minha participação no 4ºjogo das 12 palavras.


domingo, 22 de junho de 2008

A Poesia


Ouvi (li) há dias, numa destas salas virtuais, onde de tudo se lê e se vê, onde se entra sem ser necessário pedir licença, como: se me permitir voltarei novamente ….pois, o espaço é imenso e cabemos todos, mas dizia eu, assisti (li) a uma troca de ideias sobre POESIA.
As opiniões cruzavam-se, umas doces, suaves, emitidas timidamente, vindas, concerteza, de apaixonados por poesia, talvez de alguém que tem na poesia o seu “amante” e encara este modo de comunicar como parte intrínseca do seu ser, como o plasma necessário ao seu viver, como se a própria pessoa fosse a POESIA.
Outras vinham rápidas e ligeiras como dardos atirados por guerreiros em luta com invisíveis inimigos.
Algumas eram acutilantes.
Eu, pelo menos, senti assim, e não participei no debate.
Os pareceres sucediam-se uns aos outros, num diz-tu-direi-eu interessante de seguir e, com a rapidez própria, de quem está habituado a bater em teclas.
Notava-se calor forte no debate e vontade de fazer valer o seu ponto de vista, de cada um, claro.
Mas, por fim, chegaram à conclusão, os intervenientes na discussão, de que não era assunto para ser debatido numa caixinha de “Comentários”.
Talvez, digo eu, num frente a frente como o “Prós e Contras” se pudesse ficar a saber alguma coisa do tema em questão, embora, naquele programa televisivo, eu fico sempre na mesma, isto é, se dúvidas tinha, com dúvidas fico.
Afinal o que é a POESIA?
Será assunto para ser debatido numa aula de literatura?
Então cabe aos académicos classificá-la. Satírica, épica, erótica, popular?
Onde encontrá-la? Como distingui-la?
Para mim, que sou leiga na matéria, sinto-a nas mais diversas formas. Quando leio, quando observo, quando ouço, no olhar trocado entre um casal de namorados, nos gestos imprecisos dumas mãos de criança e, até na tristeza sentida de quem sofre, na resignação do seu próprio sofrimento.



sábado, 14 de junho de 2008

Maria Helena VIEIRA DA SILVA


"Um quadro deve ter coração, sistema nervoso, ossos, circulação. Deve assemelhar-se a uma pessoa em movimento. E preciso que aquele que olha se encontre perante um ser que lhe fará companhia, lhe contará histórias, lhe dará certezas. Porque o quadro não é evasão, deve ser um amigo que nos fala, que descobre as riquezas que se escondem em nós e à nos­sa volta."

Isto disse Maria Helena Vieira da Silva, uma das nossas pintoras do século passado que tendo nascido portuguesa, morreu francesa.

Aqui presto a minha justa e simples homenagem a esta mulher, figura grande da história da nossa pintura. Dia de St.António (13 de Junho) do ano de 1908, viu-a nascer.

Obrigada por teres existido e nos deixares tanta beleza!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Palavras


As palavras, quer sejam faladas ou escritas, são importantes para o entendimento entre os humanos.

Gostamos de ouvir palavras sinceras, como: “estás linda”, “amo-te”, “obrigado”. Gostamos de ler em voz alta para quem nos saiba ouvir, aquele poema especial de que tanto gostamos ou aquele trecho mais específico do livro que temos entre mãos.

É com a simplicidade das palavras dos seus pais que as crianças aprendem a resolver os seus problemas, por mais complicados e difíceis que lhes pareçam.

É com palavras que se constroem sonhos e é com palavras que se desfazem vidas.

Mas, é com o pedido de utilização de 12 palavras especiais para a composição de um texto em prosa ou em verso que, o seu sentido de valorização se torna numa aventura agradável.
As mesmas poderão dar vida a um simples conto, uma bonita crónica social, uma dura critica politica, ou um doce poema e elas serão GRANDES e tornar-se-ão importantes, pois, obrigatoriamente iremos vê-las em maiúsculas.

Assim, somos convidados a deixar a imaginação à solta para construir algo que seja entendível, perceptível e de leitura agradável, com rima ou sem ela, certos de que com esta nossa contribuição, iremos correr, terras e mares, através deste veículo especial que se chama “Internet”.
Quem quiser jogar, entre na aventura, ...as palavras estão lançadas para o 4ºjogo.
Poderão ser vistas aqui.
Nota:
"escritos e conversas" de Manuel Figueira ilustram esta postagem.