
Ouvi (li) há dias, numa destas salas virtuais, onde de tudo se lê e se vê, onde se entra sem ser necessário pedir licença, como: se me permitir voltarei novamente ….pois, o espaço é imenso e cabemos todos, mas dizia eu, assisti (li) a uma troca de ideias sobre POESIA.
As opiniões cruzavam-se, umas doces, suaves, emitidas timidamente, vindas, concerteza, de apaixonados por poesia, talvez de alguém que tem na poesia o seu “amante” e encara este modo de comunicar como parte intrínseca do seu ser, como o plasma necessário ao seu viver, como se a própria pessoa fosse a POESIA.
Outras vinham rápidas e ligeiras como dardos atirados por guerreiros em luta com invisíveis inimigos.
Algumas eram acutilantes.
Eu, pelo menos, senti assim, e não participei no debate.
Os pareceres sucediam-se uns aos outros, num diz-tu-direi-eu interessante de seguir e, com a rapidez própria, de quem está habituado a bater em teclas.
Notava-se calor forte no debate e vontade de fazer valer o seu ponto de vista, de cada um, claro.
Mas, por fim, chegaram à conclusão, os intervenientes na discussão, de que não era assunto para ser debatido numa caixinha de “Comentários”.
Talvez, digo eu, num frente a frente como o “Prós e Contras” se pudesse ficar a saber alguma coisa do tema em questão, embora, naquele programa televisivo, eu fico sempre na mesma, isto é, se dúvidas tinha, com dúvidas fico.
Afinal o que é a POESIA?
Será assunto para ser debatido numa aula de literatura?
Então cabe aos académicos classificá-la. Satírica, épica, erótica, popular?
Onde encontrá-la? Como distingui-la?
Para mim, que sou leiga na matéria, sinto-a nas mais diversas formas. Quando leio, quando observo, quando ouço, no olhar trocado entre um casal de namorados, nos gestos imprecisos dumas mãos de criança e, até na tristeza sentida de quem sofre, na resignação do seu próprio sofrimento.