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segunda-feira, 4 de maio de 2009

História


Vários foram os temas que idealizei para ilustar a palavra HISTÓRIA, do PPP desta semana.



História de Portugal?




História da Arte?




História dos Descobrimentos?




Optei por fazer esta composição numa abordagem muito simplista.


"Era uma vez uma casa branca nas dunas, voltada para o mar. Tinha uma porta, sete janelas e uma varanda de madeira pintada de verde. Em roda da casa havia um jardim de areia onde creciam lírios brancos e uma planta que dava flores brancas, amarelas e roxas. ...."



Assim começa a história da menina do mar, da Sophia de Mello Breyner Andresen, que não me canso de ler aos meus ouvintes de fim-de-semana. Muitas vezes o João-Pestana chega antes de eu chegar às gargalhadas do polvo, do caranguejo, do peixe e da menina. Mas no dia seguinte, a história continuará....
Era uma vez.....




quarta-feira, 6 de agosto de 2008

DIFICULDADE SUPERADA


Eis a minha segunda participação neste 5ºjogo das 12 palavras mas que não fará parte do livro que irá ser editado pela Edium Livreiros.O meu escrito para publicação poderá ser lido no meu outro espaço Jardim d'abrolhos.


Aconselho-vos também, a consultarem os outros textos ricos de imaginação aqui.


E por fim, gostaria de saber a vossa opinião, que desde já agradeço, como sempre.



DIFICULDADE SUPERADA

"Quando li as palavras escolhidas para este jogo, dado os seus sinónimos, assaltou-me a ideia de que iria ter alguma dificuldade em compilar um texto onde elas todas se encaixassem. Havia uma, especialmente, que me provocava um ligeiro franzir de testa.

Assim, peguei na caneta e no bloco de apontamentos e pus-me a escrever o que depois teria um titulo adequado.


Quando à noite o LUAR vinha INUNDAR as ruas da sua aldeia, sentava-se à CONVERSA com o Augusto, seu amigo de longa data, escritor NEFELIBATA com alguns livros já publicados mas que, com as suas excentricidades e fechado como um CASULO, a vizinhança não o tomava muito a sério.
No entanto, gostava de trocar ideias com ele e, muito embora, os assuntos fossem de temas tão VARIAVEIS como a literatura ou a politica, acabava sempre por haver um acordo final amigável.
Sentados nos degraus do adro da igreja, naquela noite enluarada relembravam com saudade a viagem que fizeram naquele comboio a VAPOR e que os levaria para a cidade, imbuídos do sonho de transformar este PAÍS num sitio mais aprazível para viver.
Nesse reviver do passado, citavam o Braune e o Tarzan, dois cães amigos que sempre os acompanhavam nas suas caçadas mas que tornavam num INFERNO a existência dos gatos da vizinhança. Riam com gosto da habilidade que o Braune executava com elegância canina quando, num MOVIMENTO rápido e preciso, com uma elevação na VERTICAL, lhes tirava o cigarro que cada um segurava entre os lábios.



Cheguei a este ponto da minha crónica e fui verificar se as palavras estavam todas aplicadas. Claro que não estavam e faltava-me uma, aquela que me tinha logo parecido de mais difícil aplicação no contexto da minha historieta.
Mas como me iria sair deste desafio?
Uma noite bem dormida, às vezes, ajuda-me a encontrar a solução certa para as dificuldades que se me deparam no meu dia-a-dia e assim, fui dormir.
Acordo, torno a ler e a reler e chego à conclusão de que as personagens do ensaio para esta espécie de história não irão cair no OSTRACISMO de quem me lê.
Tenho ou não tenho razão?"