Mostrar mensagens com a etiqueta Sagres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sagres. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 22 de junho de 2011




Para um poema de António Ramos Rosa, as minhas imagens.


"Ondas que descansam no seu gesto nupcial
abrem-se caem
amorosamente sobre os próprios lábios
e a areia
ancas verdes violetas na violência viva
rumor do ilimite na gravidez da água
sussurros gritos minerais inércia magnífica
volúpia de agonia movimentos de amor
morte em cada onda sublevação inaugural
abre-se o corpo que ama na consciência nua
e o corpo é o instante nunca mais e sempre
ó seios e nuvens que na areia se despenham
ó vento anterior ao vento ó cabeças espumosas
ó silêncio sobre o estrépito de amorosas explosões
ó eternidade do mar ensimesmado unânime
em amor e desamor de anónimos amplexos
múltiplo e uno nas suas baixelas cintilantes
ó mar ó presença ondulada do infinito
ó retorno incessante da paixão frigidíssima
ó violenta indolência sempre longínqua sempre ausente
ó catedral profunda que desmoronando-se permanece!"


terça-feira, 21 de julho de 2009

A TELHA




O vento soprava de sueste.

As nuvens brancas e cinzentas não deixavam ver o azul do céu. A pressão exercida sobre a minha cabeça fazia-me "estar com a telha".


Isolei-me aqui, no "Atelier" e, algum tempo depois, não sei quanto, tinha feito a "noite" e o "dia", dois trabalhos em telhas.


Quando acabei, já o vento se tinha acalmado e uma brisa suave fazia dançar as longas folhas da palmeira.


O Sol começava a impor a sua força e calor sobre as nuvens que foram obrigadas a se afastarem para o astro rei passar.

A minha fronte já não latejava e saí para ver o mar, aqui tão perto.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

De(Balde)




Pratos e Caixas é o link deste meu Atelier.


Algunds pratos e algumas caixas já aqui foram mostrados dando seguimento ao que me levou a fazer este blogue, mas hoje é altura de dar a honra a outro artigo que aqui decorei:


Um simples balde de zinco, pintado e enriquecido com motivos de Sagres, e que fez os encantos de um turista que o comprou de imediato.


Homenagem ao balde que, possivelmente, serve de suporte a algum vaso de flores silvestres ou talvez não.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

CORTAR E COLAR



A “découpage”é uma arte muito antiga pois temos conhecimento de que já era usada pelos camponeses chineses na decoração de janelas, lanternas, caixas, etc..

A rainha Maria Antonieta, e Mme. Pompadour foram as grandes impulsionadoras dos trabalhos de “découpage” na Europa e também grandes nomes da pintura, como Boucher, Watteau, Fragonard e mais recentemente Matisse e Picasso também se renderam ao encanto de recortar e colar.

Na Inglaterra, foi a rainha Victoria que desenvolveu na sua corte este método de, com uma simples tesoura e cola, fazer lindos trabalhos. Podemos encontrar no Museu Britânico espectaculares obras desta arte executadas por Mrs. Mary Delaney, grande amiga do rei George III.

“Découpage” é um termo do nosso século, vindo de França, derivado de “découper” que significa recortar. No entanto, não podemos considerar a “découpage” como um simples acto de recortar e colar pois, para se chegar ao trabalho final, há que estudar a composição do tema, executar um recorte perfeito dos motivos, uma colagem sem bolhas e várias camadas de verniz.

Neste meu trabalho podem ver-se algumas imagens de Sagres aplicadas sobre tela.