
Há demasiado tempo que não visitava Lisboa.
Cidade pequena se comparada com outras cidades europeias mas que possui algo tão especial e tão diferente: a sua luz!
Lisboa tem para mim uma cor inconfundível. Quando atravesso a ponte 25 de Abril de sul para norte e, com as saudades que me invadem, olho para a esquerda, sinto que valeu a pena a viagem e vejo o Tejo dirigindo-se para o oceano, S.Julião da Barra, os veleiros já na baía de Cascais e sempre aquela luz inconfundível dando às aguas do Tejo o seu tom prateado que faz com que nos esqueçamos da outra cor que os rios têm de verde sujo.
À direita, mesmo ali perto, tão perto que tenho a sensação de lhes puder tocar se estendesse o braço fora do carro, posso ver as docas com os grandes paquetes e o sossego de um rio que até tem um “Mar da Palha”.Pelas encostas, as suas colinas, (são sete) e posso observar alguns dos seus monumentos que olham, para este rio que serve de moldura a esta linda cidade.
Da unidade hoteleira onde fiquei, no alto de Sta.Catarina, no Dafundo, deslumbro-me com a visão do Cristo Rei de braços abertos como que a acolher os lisboetas e ainda vejo os cacilheiros na sua faina de transportar gente de lá para cá e de cá para lá e também os mais modernos over-crafts.
Muito se tem dito, e escrito, e cantado sobre Lisboa e eu não sou ninguém para descrever toda a sua beleza. Não quero, no entanto, deixar em branco o encanto que sempre sinto quando a visito. Todos aqueles que a conhecem terão certamente, cada um à sua maneira e com a sua sensibilidade, sentido o seu coração bater mais forte quando regressam para a sua convivência, para o seu bulício e sentem todo o brilho que a sua luz irradia tão diferente das outras cidades.
Gosto de te visitar Lisboa, continuas a ser a minha cidade.
“A vida é leve e arrendada
Como esta réstea de espuma.
Toda a gente é séria e é boa!
Não existem homens maus!
Adeus, Tejo! Adeus, Lisboa!
Adeus, Ribeira das Naus!
Adeus! Adeus! Adeus! Adeus!”
ADEUS, LISBOA. De António Gedeão