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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Chape-chape

Ao fim da tarde, quando o sol faz vénias para se retirar, há um calor morno nos seus abraços de “até amanhã”. Os seus longos braços dourados brincam com a prata do meu cabelo mas retribuo a brincadeira escondendo-me.
Ainda tenho tempo para mais um chape-chap.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Fantasias


Olho para o horizonte da minha imaginação e,


à luz vibrante de cada madrugada,


abrem-se girassóis em forma de violino.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

3ºJogo


Doze palavras nos foram oferecidas para elaborar uma pequena composição em prosa ou poesia a ser publicada no Eremita, no que ele chamou "O jogo das 12 palavras".
Esta foi a minha colaboração.

AMÚO

A minha SILHUETA beneficiou extraordinariamente com a minha ida ao Spa. A minha pele, então, mostra bem o resultado da exfoliação a que foi sujeita.Tem o aspecto duma pele fina de CRIANÇA..

Foi PENA que não me tivesses acompanhado no ginásio onde tu gostas de exibir os teus dotes de ginasta mas, estavas amuado como um adolescente. E porquê? Porque num momento de distracção, sujei, sem querer, aquela TAPEÇARIA retratando aquelas cenas horrorosas da caça ao javali.

Mas sabes como adoro tomar chocolate ao pequeno almoço e, ao levantar-me do sofá, com a chávena na mão, não consegui AFASTAR-me da mesa e num ápice a chávena salta e vai sujar a”menina dos teus olhos”, oferta do sr. CONSELHEIRO, o EXPONENTE máximo da tua pirâmide familiar.

Tens, por vezes, atitutes que não compreendo e naquela MANHÂ que começou linda e radiosa e, em que me sentia extremamente feliz, sentados naquela sala com
vista para o jardim, onde ainda se podiam ver as gotas de ORVALHO brilharem nas flores, fizeste aquela cena tão triste, tão dramática, tão patética, que cheguei até a pensar que a MORTE ia aparecer.
Tudo serviu afinal, para mostrar a VULNERABILIDADE da nossa relação.
Amo-te, quero-te, sou feliz a teu lado mas não suporto os teus amúos nem a tua irritabilidade que estão a ser uma verdadeira OBSTRUÇÃO à nossa felicidade.
Convido-vos a ler a minha outra colaboração no Jardim d'abrolhos.

quarta-feira, 5 de março de 2008

GOTA DE ORVALHO







Gosto de ler poesia e admiro os poetas que conseguem, com a sua sensibilidade, dar-me uma visão diferente das coisas rotineiras do nosso dia-a-dia.
Aconteceu com este poema da Graciete Bravo, que vou transcrever do seu livro "POEMAS" .



GOTA DE ORVALHO
Ao nascer aquele dia
No jardim, algo acontecia
Debrucei-me para ver
Havia un brilho risonho
Que eu queria entender.
Vi uma rosa orvalhada
Cheiro intenso, cor encarnada.
A gota de orvalho a brilhar
Dava uma beleza sem par
Àquela pétala aveludada
E abria-se num sorriso,
Sua cor vermelha, azulada.
Vento norte fê-la estremecer
Com medo da gota perder.
Grande luta interior travou
O vento norte amainou
Transformando-se em suão
Desfrutou aquela gota
Que acalmou sua paixão
Ficou mais intenso o seu odor
Mais brilhante e viva a sua cor.
Às vezes, muda o vento
E agita o seu sentimento
Fazendo-a sobressaltar
Linda!...aquela rosa vermelha
Que dá gosto contemplar
Na roseira do meu jardim
Exalando perfume sem fim.

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

De Cá Para Lá

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Com o meu pensamento abro a porta que me fechaste. Abro-a ou derrubo-a? Transponho-a e rapidamente passo de cá para lá.
Não raras vezes, o lá é melhor que o cá mas, adoro saltar e brincar e, assim vou desfrutando do prazer de viver mesmo que me feches a porta que teimosamente quero aberta.
Quando estou lá, quero vir para cá, mas lá o espaço é enorme, grande demais e tornou-se agora vazio.Por isso imediatamente me domina uma vontade imensa de regressar.
Regressar?
Correr sem fim pelo jardim que me criaste, saltar e fazer piruetas no ar, brincar às escondidas sabendo que me vais encontrar num abrir e fechar de olhos, mas enfim regressar. E sei, que ao fechar a porta do meu pensamento, neste silêncio que me criaste posso ouvir a voz da saudade falar alto, tão alto que chego a recear que a ouças e não compreendas. Não compreendas a saudade que sinto quando estou do lado de cá.
Só!