terça-feira, 29 de abril de 2008
MAGIA
Quando eu estiver triste,
Dá-me um livro de figuras para ver.
Quando eu estiver triste,
Segura-me na mão esquerda, onde brilha o símbolo da nossa união e beija-me as pontas dos dedos.
Enlaça-me em teus braços e leva-me a rodopiar aquela valsa especial feita de recordações.
Aninha-me no teu peito e sentirás o meu coração bater junto ao teu e ao olhar no fundo dos teus olhos eu possa ver ainda o fogo da tua paixão.
Sussura-me baixinho ao ouvido as palavras mágicas que só tu sabes dizer e deixa que o encanto do momento me faça entontecer.
Porque nesse instante o mundo parará e eu direi, então
que o sol brilhe,
que as aves voltem ao ninho,
que os rios cantem e as flores riam,
porque nós dois somos um só e a vida é da cor do arco íris.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
terça-feira, 22 de abril de 2008
Spa
Mais uma vez, colaborei no jogo das 12 palavras lançado pelo Eremita, e mais uma vez tenho artigos para ler e reler pois, na verdade, os colaborantes não faltaram e as obras são de valor.
Se desejarem apreciar os textos publicados poderão fazê-lo clicando no Eremita acima linkado.
O meu trabalho, utilisando as palavras obrigatórias que aqui ponho em maiúsculas, é o seguinte:
Spa
É um dia especial! Muito especial na minha vida.
Resolvi tirar licença das minhas tarefas rotineiras e deixar-me mimar pelas doces mãos de alguém profissional no assunto.
Caminho um pouco a pé, e um ténue raio de sol nesta linda manhã de primavera acompanha-me no meu caminhar para a estação do Metro.Um degrau, dois, três e eis-me a apanhar a linha amarela para o meu destino. Um local onde está alguém que por algum tempo se ocupará só e exclusivamente de mim e onde deixarei que um envolvente banho de chocolate, entre outros mimos que vou exigir me deixe fresca e viçosa como as flores do meu jardim.
Adoro guloseimas e da última viagem que fiz à Bélgica trouxe uma caixa de bombons, daquela marca minha preferida que, rapidamente, foram devorados mas, estar envolvida por aquele creme escuro, morno, cheirando ao meu doce predilecto, é algo que me irá saber sem sombra de dúvida uma delícia sem igual.
Hoje é o dia do meu aniversário e sou feliz!
sábado, 19 de abril de 2008
Prato Otomano


O prato que aqui vos trago hoje é decorado numa base orientalista.
Iznik, hoje cidade turca, foi em tempos pertença da dinastia otomana, possuidora de um grande desenvolvimento artistico e cultural que teve o seu apogeu nos sec. XV e XVI.e, principalmente, um grande centro de cerâmica dado que, tinha madeira, água e argila, elementos necessários para o seu fabrico.
Os otomanos eram grandes apreciadores das porcelanas chinesas cuja decoração em tons de azul serviu de inspiração aos vários estilos que, durante todo o império otomano foram sendo aperfeiçoados tornando, possível, reconhecer hoje, facilmente, as porcelanas de Iznik.
Nos meados do sec.XVI apareceram dois estilos que combinaram entre si os motivos que, na minha opinião, são os verdadeiros representantes das cerâmicas Iznic deste período: o estilo Saz e o estilo 4 flores.
Foi com esta combinação, simbiose perfeita de linhas e cores, que decorei este prato com alcachofras e túlipas estilizadas, pequenos botões de rosa e as singulares folhas de Saz com margens dentadas e parecendo penas de ave, curvas o que dá ao conjunto, um certo movimento dinâmico.
E, enquanto o estilo Saz procura mostrar os motivos baseados no imaginário, o estilo 4 flores inspira-se no realismo onde as flores são facilmente reconhecidas como se desabrochassem num jardim.
Há cores, obrigatoriamente, utilizadas como o azul que apliquei em dois tons, o vermelho e o verde do mais claro ao mais escuro, além das outras que usei, como se podem ver.
Por fim, embelezei com ouro mate, foi pela quarta vez à mufla e eis um prato de porcelana decorado num estilo muito do meu agrado.
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Em Trânsito
Hoje tive umas visitas.
Gente que veio de longe.
Amigos… Não sei bem…!
Estavam em passeio, de passagem, em trânsito. Alguns adultos, o dobro crianças.
Estão a ver?!.
Um espaço – o meu -, normalmente habitado pelo silêncio de quem vive só, de repente é invadido por 6, 8. 10 bocas, não sei ao certo quantas seriam, mas sei que falavam, quase sempre, todas ao mesmo tempo. Riam, gesticulavam, provocavam-me dores de cabeça.
Contaram “aventuras” de quem está há algum tempo ausente vivendo noutras terras de hábitos e costumes diferentes do meu. Eu ouvi.
Partiram, depois de horas de alto falatório por parte dos mais crescidos e em que os mais pequenos se ocuparam a mexer onde não deviam, além da exibição de números de kickbox, choros e zangas entre si, indícios de que estava a fazer falta algo mais além de uma soneca..
Por fim, fiquei só e liberta, senhora do meu espaço!
Voltou o sossego e o silêncio à minha reserva e lembrei-me daquele poema do saudoso Ary dos Santos :
“Arte Peripoética”
"…Aristóteles, visita
da casa de minha avó,
não acharia esquisita,
esta forma de estar só,
esta maneira de riso,
que é a mais original
forma de se ter juízo
e ser poeta actual.
Aristóteles, visita
da casa de minha avó,
também diria, antes só
de que mal acompanhado,
antes morto emparedado
em muro de pedra e cal
aonde não entre bicho
que não seja essencial
Por fim, fiquei só e liberta, senhora do meu espaço!
Voltou o sossego e o silêncio à minha reserva e lembrei-me daquele poema do saudoso Ary dos Santos :
“Arte Peripoética”
"…Aristóteles, visita
da casa de minha avó,
não acharia esquisita,
esta forma de estar só,
esta maneira de riso,
que é a mais original
forma de se ter juízo
e ser poeta actual.
Aristóteles, visita
da casa de minha avó,
também diria, antes só
de que mal acompanhado,
antes morto emparedado
em muro de pedra e cal
aonde não entre bicho
que não seja essencial
à evasão da palavra 
deste silêncio mortal."
domingo, 13 de abril de 2008
O FAROLEIRO
O texto que hoje aqui publico, foi o meu contributo ao jogo lançado à blogoesfera pelo Eremita, para fazer uma composição em prosa ou em verso, onde se incluissem, obrigatoriamente, 12 determinadas palavras.
Foi um desafio que aceitei e, comigo, mais de duas dezenas de bloguistas o fizeram. Se desejarem ver o que as diversas imaginações conseguiram escrever, podem clicar no Eremita acima linkado.
Foi um desafio que aceitei e, comigo, mais de duas dezenas de bloguistas o fizeram. Se desejarem ver o que as diversas imaginações conseguiram escrever, podem clicar no Eremita acima linkado.
Ela era o farol da sua vida, a luz que o guiava por entre as tenebrosas noites de solidão.
A paixão que sentia no seu peito, dava-lhe coragem para transpor as barreiras daquele distanciamento, daquele mar sempre em tempestade.
A dificuldade da sua vida era amortecida pelo isolamento naquela ilha mas, quando os dois seres se encontravam deixavam transparecer na perfeita fusão dos seus corpos todo o imenso prazer e felicidade que só é sentida por quem se quer com um amor tão avassalador..
Aquele sentimento profundo ajudava-o a comungar com alegria nas duras tarefas do seu quotidiano e apesar de todas as dificuldades sentidas gostava de pensar nela olhando o céu azul e sentir que, nada na sua existência, desde que a amava, se tinha erodido ou danificado.
Tudo era perfeito quando a tinha nos seus braços e a felicidade existia!
A paixão que sentia no seu peito, dava-lhe coragem para transpor as barreiras daquele distanciamento, daquele mar sempre em tempestade.
A dificuldade da sua vida era amortecida pelo isolamento naquela ilha mas, quando os dois seres se encontravam deixavam transparecer na perfeita fusão dos seus corpos todo o imenso prazer e felicidade que só é sentida por quem se quer com um amor tão avassalador..
Aquele sentimento profundo ajudava-o a comungar com alegria nas duras tarefas do seu quotidiano e apesar de todas as dificuldades sentidas gostava de pensar nela olhando o céu azul e sentir que, nada na sua existência, desde que a amava, se tinha erodido ou danificado.
Tudo era perfeito quando a tinha nos seus braços e a felicidade existia!
sábado, 12 de abril de 2008
MIMICES
Mais uns miminhos recebidos para fazerem subir a minha vaidade feminina.
Estes são da Naninha, minha amiga brasileira, dona duma escrita que muito me agrada e possuidora duma sensibilidade para as artes brasileiras que me enternece. Tem sido através das suas postagens que tenho tomado conhecimento de gente ilustre do país irmão.
Bem haja Naninha!

Ofertá-los a quem?
É dificil seleccionar. Todos os que têm a simpatia de me visitar são dignos merecedores destes selinhos, por isso, queiram fazer o favor de os copiar, postá-los e oferecê-los.
Sejam Felizes!
domingo, 6 de abril de 2008
AURORA
Chegas negra, densa, envolvente e penetrante, estendes-te por todo o espaço e num repente tomas conta do dia que acaba por sucumbir ao teu amplexo fatal.Tal como um líquido viscoso escorrendo por entre os dedos, assim tu, noite, escoas-te vagarosamente até a manhã chegar.
Deusa dos segredos e mistérios nocturnos a quem Homero se refere como a domadora dos Homens e dos Deuses, que queres tu?
Ora chegas quente e suave, envolvendo nos teus longos braços, os casais de amantes que a coberto do teu manto negro fundem os seus corpos num só, com uma única vontade,
um único desejo…
Ora chegas chorosa, triste, agitando os teus véus como a quereres afastar os fantasmas de algumas tristes lembranças.
Afinal, para que vens?
Se durante o teu reinado não posso ver as flores dos jardins…!
Não posso ouvir o lindo cantar das aves…!
Não posso ser beijada pelo sol…e brincar com as borboletas…!
Não posso ver o germinar das sementes nem as laboriosas formigas…!
Deixa que eu nasça, rasgue o teu véu, rompa entre as nuvens para dar luz à terra, pois eu sou

a AURORA, irmã do Sol e da Lua!
quinta-feira, 3 de abril de 2008
DOÇURAS
As bocas andaram adocicadas com as amêndoas cobertas com chocolate. Doces, muito doces pois o chocolate quer-se doce mas, também havia aquelas cobertas com chocolate preto (as minhas preferidas) e as recheadas com licor e as pequeninas com miolo de pinhão e mais as outras todas irregulares…
As nossas bocas andaram recheadas de coisas doces.
Votos de Boas Páscoas foram formulados com sorrisos e bocas doces.
Vieram de longe familiares que não víamos há algum tempo. Aventuras foram contadas recheadas com peripécias extraordinárias (creio que algumas inventadas) sempre com alegria, com a graça e a satisfação de quem tem a boca doce.
Viveram-se momentos de felicidade; comeu-se arroz doce e farófias, partiram-se folares com ovos e sem ovos e experimentou-se uma nova receita de cabrito assado.
Foi tempo de alegria e renovação!
Que as nossas bocas continuem doces em palavras e cheias de beijos para distribuirmos por todos em todos os dias.
Sejam Felizes!
terça-feira, 1 de abril de 2008
Mimos e atenções
Do lado de lá do Atlântico, da Naninha, recebi e aceitei com amizade os selinhos abaixo mostrados.
Igualmente, com muita amizade, os ofereço a todos os que me visitam.
Usem-nos e façam o favor de os distribuir, pois por me darem o prazer da vossa visita, são merecedores
deles todos.
deles todos.
Tenho mais para oferecer mas não consigo pô-los todos, fica para a próxima.
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